A Estilo Nacional venceu concorrência da Superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no Piauí (IPHAN-PI) para elaboração de projetos de restauração de três templos religiosos localizados na cidade de Parnaíba-PI: Catedral de Nossa Senhora da Graça (incluíndo seus elementos Artísticos Integrados), Igreja de Nossa do Rosário e Capela de Nossa Senhora de Montserrat. Os projetos, que integram as ações do PAC Cidades Históricas do Governo Federal, contemplam a segunda maior cidade do estado, localizada no litoral piauiense, fundada no início do século XVIII e dotada de um Conjunto Histórico e Paisagístico tombado em nível federal pelo IPHAN.

Atribui-se o início da construção da Igreja ao ano de 1770, data inscrita no frontão do templo. O bem possui traços estilísticos que o aproximam da escola neoclássica, refletidos na sobriedade compositiva de ornatos e tratamentos de cantarias do frontispício. Seus principais benfeitores foram os Dias da Silva, responsáveis pela execução da Capela do Santíssimo Sacramento, onde estão as lápides da família. A Matriz de Parnaíba passou por intervenções descaracterizantes ao longo do tempo, entretanto, guarda a essência arquitetônica das igrejas do século XVIII, além do rico acervo de bens artísticos integrados.

A construção de um templo dedicado a Nossa Senhora do Rosário é atribuída no final do século XVIII. Domingos Dias da Silva é apontado como seu benfeitor, tendo erguido o templo para seus escravos em um local onde originalmente teria existido uma senzala. A edificação possui traços estilísticos da tipologia eclética, com alguns elementos góticos. O frontão triangular reflete sua sobriedade e simplicidade compositiva, característica também encontrada no interior de seu corpo principal, sem grande ornamentação. A igreja passou por intervenções descaracterizantes ao longo do tempo, entretanto, guarda a essência arquitetônica das igrejas do final do século XVIII.

A história da capela de Nossa Senhora de Montserrat está ligada à fundação de Parnaíba e antes mesmo da criação da vila, já existiam indícios da existência da mesma localizada próxima ao Porto das Barcas. A data atribuída à construção é 1711, também constante em inscrição localizada em sua fachada frontal. A edificação teve outros usos além do eclesiástico, já foi até mesmo propriedade de terceiros, e em 1990 retorna à Igreja através de doação. A ela é atribuído o título de “Mais antiga do Norte do Piauí”. A ermida, também conhecida como Capela Senhor dos Passos, passou por intervenções descaracterizantes ao longo do tempo, entretanto, guarda a essência arquitetônica das típicas capelas e passos do século XVIII.